Por: Ricardo Oliveira
20/07/2026
A Espanha foi a grande campeã da Copa de 2026. Merecidíssima! E mostrou que o Futebol vem privilegiando a força tática do coletivo. O 1 + 1 como já falou o poeta sempre mais que 2. E no caso muito mais que apenas 1 genial. Reforçando a velha máxima clichê que uma andorinha só não faz verão.
Claro que ter um gênio que desequilibra e muitas vez decide praticamente só: todos querem. No entanto, num esporte que cada time tem direito a 11 jogadores, a obediência tática e o empenho de todos têm mostrado que são fatores quase que determinantes no resultado de uma partida de futebol.
Rodri da Espanha, escolhido como o melhor jogador da Copa, pouquíssimo falado por uma grande maioria de comentaristas que enaltecia Messi, Mbappé, Cristiano Ronaldo e Yamal, preferiu ser mais um a colaborar com Pedro Porro, Fabian Ruiz, Dani Olmo, Oyarzabal, dentre outros, num sistema tático eficaz de forma silenciosa e de qualidade produtiva e vencedora.
Para vocês terem um pequeno exemplo dos números humilhantes do desempenho da Espanha sobre a Argentina: O goleiro Unai Simón espanhol em toda Copa fez 10 defesas, o Emiliano Martinéz, o Dibu, na final fez 11 defesas.
A conquista da Espanha vai muito além de mais uma estrela no uniforme. Ela reafirma uma verdade que o futebol, por vezes, insiste em esquecer: nenhuma genialidade individual é maior do que a força de um time que joga unido, organizado e comprometido com uma ideia.
O talento continua sendo indispensável, mas é o coletivo que potencializa os grandes jogadores e transforma boas equipes em campeãs.
Que essa lição espanhola inspire o Brasil e o restante do mundo. O futebol do futuro pertence às seleções que entenderem que disciplina tática, trabalho em equipe e um projeto bem executado não anulam o brilho dos craques; ao contrário, fazem com que eles brilhem ainda mais.
A Espanha mostrou que o verdadeiro espetáculo nasce quando onze jogadores pensam e atuam como um só.